Os artigos mais lidos da semana 16/53

April 19, 2026
Os artigos mais lidos da semana 16/53
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O top dos artigos mais lidos desta semana na BANTUMEN começa com o artigo sobre as chuvas em Benguela, que reúne informação prática sobre campanhas, pontos de recolha e formas de apoio às populações afetadas, dentro e fora de Angola. A seguir, o novo episódio da série “Lisboa Africana”, dedicado a Pai Paulino, figura central da presença negra em Lisboa oitocentista e símbolo de uma comunidade organizada, ativa e politicamente consciente.


A lista continua com a entrevista a Alicia Freitas, jovem pianista cabo-verdiana que se estreiou no AME 2026 com um repertório autoral; a conversa com Djô da Silva, que revisita o seu percurso na projeção internacional da música cabo-verdiana e alerta para os riscos que hoje ameaçam o setor cultural no arquipélago; e, por fim, a crónica de Marisa Mendes Rodrigues, que reflete sobre Cabo Verde como lugar de encontro entre cultura, diáspora e desenvolvimento.


Chuvas em Benguela, o que está a ser feito, onde e como contribuir


O texto reuniu e sistematizou as principais campanhas, pontos de recolha e formas de apoio às vítimas das chuvas em Benguela, dentro e fora de Angola. Entre o Museu Nacional de Arqueologia, campanhas em Luanda, apoios empresariais, plataformas digitais e mobilização associativa em Portugal, o artigo funcionou como um guia de resposta prática e imediata. Para lá dos números da tragédia, organizou informação útil sobre bens prioritários, contactos e iniciativas em curso, ajudando leitores a perceber onde, como e através de quem podiam contribuir de forma mais eficaz e responsável.


Lisboa Africana #5: Pai Paulino


O novo artigo da série Lisboa Africana recuperou a figura de Paulino José da Conceição, conhecido como Pai Paulino, homem negro nascido na Bahia que se tornou referência para africanos e afrodescendentes em Lisboa oitocentista. O texto mostrou como, sem cargo político ou estatuto formal, mediou conflitos, ajudou a garantir direitos, apoiou alforrias e se afirmou como liderança comunitária. Através da sua trajetória, o ensaio contrariou narrativas de passividade e revelou uma presença negra organizada, ativa e politicamente consciente na construção da cidade.


Alicia Freitas, pianista cabo-verdiana de 16 anos que já começa a desenhar o seu próprio som


A entrevista apresentou Alicia Freitas, jovem pianista cabo-verdiana que se estreou no AME 2026 com um repertório maioritariamente autoral. O texto acompanhou a sua relação precoce com o piano, a formação musical, a descoberta de uma linguagem própria e a aproximação progressiva à música tradicional cabo-verdiana. Entre a morna, a coladeira e a composição contemporânea, Alicia surgiu como uma artista em construção, movida pela curiosidade e pela vontade de experimentar. Mais do que uma promessa, apareceu já como alguém que começou a desenhar um universo sonoro muito pessoal.


Djô da Silva lançou Cesária ao mundo, criou o AME e o KJF e agora avisa: a cultura cabo-verdiana está em risco


Na entrevista à BANTUMEN, Djô da Silva revisitou um percurso decisivo para a projeção internacional da música cabo-verdiana, do encontro com Cesária Évora à criação da Lusáfrica, do Atlantic Music Expo ao Kriol Jazz Festival. Ao mesmo tempo, deixou um alerta claro sobre as fragilidades do setor cultural no arquipélago, apontando a falta de investimento estrutural, formação especializada e continuidade política. O texto cruzou legado e diagnóstico, mostrando como quem ajudou a construir a visibilidade global da cultura cabo-verdiana é também quem hoje chama a atenção para os riscos do seu futuro.


Nada é tão nosso quanto os lugares onde nos (re)encontramos


Na crónica, Marisa Mendes Rodrigues partiu da experiência vivida em Cabo Verde durante o AME e o Kriol Jazz Festival para refletir sobre cultura, pertença e desenvolvimento. O texto cruzou observação política e vivência pessoal para pensar as tensões entre projeção internacional e acessibilidade local, questionando até que ponto o investimento em grandes eventos chega a quem constrói o país todos os dias. Entre entusiasmo, fricção e reconhecimento, a autora leu Cabo Verde como um espaço onde cultura, diáspora e futuro se encontram, mas também como um território que continua a exigir escolhas mais consequentes.

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